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quinta-feira, 17 de novembro de 2011

CIDADANIA E PARTICIPAÇÃO POPULAR: OS CONSELHOS MUNICIPAIS DE ASSISTÊNCIA SOCIAL COMO ESPAÇOS DEMOCRÁTICOS DE CONTROLE SOCIAL DA GESTÃO PÚBLICA


Esse é o tema da monografia (clique aqui para acessar) que produzi para a conclusão do Curso de Pós Graduação Latu Sensu MBA em Administração Pública e Gestão de Cidades, realizado no período de 2010/2011 na Universidade Anhanguera Uniderp - Rede de Ensino Luiz Flavio Gomes. A orientação da pesquisa é feita pelo Prof. Dimas Gonçalves. A defesa oral, que concede o título de especialista, será no próximo dia 03 de dezembro de 2011, às 11:00 horas, no Pólo LFG - Governador Valadares.

Durante meses pesquisei os Conselhos Municipais de Assistência Social e sua relevância enquanto espaço democráticos de realização do controle social das políticas públicas, sobretudo pela sociedade civil, por meio de atividades que promovem a cidadania e a participação popular. Objetivei identificar a importância das decisões democráticas elaboradas nos Conselhos Municipais de Assistência Social para o fortalecimento de um Planejamento Estratégico Municipal que visa à eliminação das celeumas socioassistenciais da sociedade. 

Os Conselhos Municipais de Assistência Social, enquanto espaços institucionalizados e de representação de diversos grupos de interesse na Política de Assistência Social, constituem-se uma nova possibilidade de participação e inclusão na decisão e na discussão das políticas sociais. Tal mecanismo decorre do processo de democratização e descentralização da governança das políticas públicas pelo qual se estruturou a gestão pública, a partir da Constituição da República de 1988.


 A pesquisa pretende pesquisar esse novo paradigma de gestão pública, onde os Conselhos Municipais de Assistência Social surgem com o papel de protagonizar as decisões políticas no que se refere às políticas públicas sociais. Nessa dinâmica, por meio de uma articulação dialética com todos os movimentos sociais organizados, pode-se realizar o Controle Social (acompanhamento e fiscalização da execução das políticas sociais), primando pela conduta ética dos gestores.

Nesse sentido, os Conselhos Municipais de Assistência Social viabilizam o exercício da cidadania dos conselheiros e dos demais atores sociais envolvidos, bem como fortalece o senso da importância de uma participação popular mais consciente politicamente, através da formação de uma identidade social e coletiva.

Para tanto, numa primeira parte, apresentam-se a elaboração do problema de pesquisa, seus objetivos e metodologia adotada. O referencial teórico ocupa-se da discussão dos Conselhos Municipais de Assistência Social, (natureza, composição, organização e intersetorialidade com as demais políticas), analisa o exercício da Cidadania viabilizada pela Participação Popular e sua contribuição para formar uma identidade social e coletiva. Já o desenvolvimento da pesquisa aprofunda as formas democráticas de participação e de controle social da Gestão Pública, no que se refere à política de Assistência Social.

A pesquisa conclui destacando a importância dos Conselhos Municipais de Assistência Social, enquanto espaços democráticos que visam garantir o Controle Social da Gestão Pública, e conseqüentemente proporcionar o exercício da cidadania de seus conselheiros, que se dedicam a efetivar a Participação Popular na Administração Pública das políticas socioassistenciais.

Acesse o link acima e tenha uma boa leitura!

domingo, 13 de novembro de 2011

O PAPEL DO ALUNO NA EDUCAÇÃO À DISTÂNCIA


Compreender o papel do aluno na modalidade EaD é focar a figura do aluno que utiliza outros mecanismos de aprendizagem, sobretudo muita leitura e diálogo (pessoalmente ou virtual) com colegas de turmas e tutores. Além disto, pode-se compreendê-lo como um eterno pesquisador, o protagonista de seu fazer-aprendizado. As compreensões elaboradas das teorias – formas de ser analisar e descrever um objeto de pesquisa – demandam dedicação e relação entre o que se lê, o que se processamento mental e a possibilidade de se dar a compreensão de acordo com vivências adquiridas.

Para tanto, se faz necessária a produção da escrita. A leitura e a escrita devem ser realizadas numa perspectiva crítica, superando os medos e as dificuldades inerentes ao processo – principalmente no que se refere à mecanismos virtuais que nem todos dominam. Atrela-se ainda o posicionamento pessoal, enquanto aprendiz e produtor de seu conhecimento, de suas pesquisas.

Percebo que muitos estudantes não desenvolvem o hábito da leitura e da pesquisa como construção do conhecimento, satisfazendo-se com meras aulas expositivas – onde teorias, muitas vezes, são expostas de formas sectárias e, por isso, absolutistas. Tal postura, talvez possa justificar a existência de um discurso etnocêntrico da educação presencial em detrimento da formação acadêmica na modalidade de EaD, uma vez que muitos de seus críticos não são apegados à leitura e ao produzir.

Por outro lado, é interessante ver que muitas pessoas que após se posicionarem enquanto estudantes na modalidade EaD, desenvolvem o hábito pela leitura, e a fazem de forma prazerosa. De fato, acredito que cursos nessa modalidade não comportam alunos indecisos, que não conhecem a si mesmos e nem sabem qual trajetória acadêmica e profissional almejavam. Entendo que somente após saber o que se quer é possível estabelecer mecanismos com foco nestes objetivos, razão pela qual, muitos alunos de cursos nessa modalidade abandonam-os, pelo fato de não se adaptarem ao ritmo constante de muita leitura e de auto-organização para tanto.

A meu ver, o objetivo da formação na modalidade EaD é a busca, a priori, individualizada do aluno em se posicionar enquanto estudante nessa modalidade e a partir disso, construir seu processo de aprendizagem. Isto significa a realização de leituras e escritas individualizadas num primeiro passo, para a posteriori, haver o diálogo em espaços virtuais com seus pares e tutores, onde o objeto analisado possa ser explorado em suas diversas facetas.

Destaco ainda a leitura da obra de Freire ("Professora Sim, Tia Não", 1995) e seu posicionamento sobre a importância do docente, a partir da discussão que o mesmo precisa elaborar sobre sua práxis, propondo-lhe posicionar enquanto profissional que lute, através dos mecanismos de controle social e de participação popular na gestão educacional, pela superação das dificuldades encontradas no processo educacional.

Relevante, de igual forma, a colocação de que o professor é um ator técnico, científico, acadêmico nesse processo, porém, isso não elide a necessidade que o mesmo desenvolva uma visão e uma postura política, enquanto agente promovedor de mudanças sociais, com bases ideológicas que se pautem pela democracia, fortalecendo-se enquanto participante com senso crítico e postura que preza à liberdade. Em outras palavras, não basta dominar conteúdos específicos de uma formação acadêmica. É necessário atrelá-los à prática, à categoria profissional, numa atuação política consciente, ética.

Num curso de licenciatura atrelar todas essas características enquanto estudantes é a forma mais ideal de se posicionar, e no futuro, garantir a existência de uma atuação docente pautada pela ética vivenciada, uma vez que as teorias estarão intrinsecamente alinhavadas com a prática.

De igual forma, nesse processo de formação para docência, cujo escopo é a produção ou construção de conhecimentos para/com os discentes, a relação gnosiológica somente se efetiva onde exista a presença da humildade, da amorosidade, da tolerância, da decisão, da segurança, da dicotômica relação entre a paciência e a impaciência, bem como a alegria de viver, sobretudo, de viver a docência consciente, por meio de um posicionamento pessoal, político e social.

COMO CITAR ESSE ARTIGO:

NOVAES, Edmarcius Carvalho. O Papel do Aluno na Educação à Distância. Disponível em: http://edmarciuscarvalho.blogspot.com/2011/11/o-papel-do-aluno-na-educacao-distancia.html em 13 de novembro de 2011

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

A INCLUSÃO COM SENSIBILIDADE PARA AS DIFERENÇAS SEGUNDO HABERMAS



O filósofo e sociólogo alemão Jürgen Habermas, nascido em 1929, em sua obra de 1996, “Die Einbeziehung des Andersen – Studien zur politischen Tehorie” (A inclusão do Outro: estudos de teoria política), traduzida para o português por George Sperber e Paulo Astor Soethe (Loyola, 2002) trabalha a questão da inclusão das minorias, a partir da sensibilidade para com as diferenças, num contexto das sociedades democráticas.

Tal necessidade se dá por entender que nessas sociedades há uma cultura majoritária que, ao exercer o poder político, impregna nas minorias sua forma de vida, ocasionando violação a uma efetiva igualdade de direitos para os cidadãos de origem cultural diversa, no que se refere ao auto-atendimento ético e a identidade dos cidadãos.

Habermas afirma que tal violação ocorre pelo fato de que mesmo sendo as minorias observadas enquanto personalidade jurídica, as mesmas “não são indivíduos abstratos, amputados de suas relações de origem.”

Na medida em a sociedade democrática adentra no campo das questões ético-políticas, as formas em que a vida se apresentam têm sua integridade afetada, necessitando a análise de como se configura pessoalmente cada vida. Significa dizer que as valorizações fortes (ao lado de considerações morais, reflexões paradigmáticas e de interesses negociáveis) culturalmente específicas, porém compartilhas em tradições intersubjetivas, são reanalisadas.

Quando as normas de direito são estabelecidas tais se apresentam “eticamente impregnadas”, uma vez que são reflexos de um conteúdo universalista dos princípios constituintes, onde cada caso tem suas diferenciações, no contexto das experiências de uma história nacional, levando em consideração uma tradição, uma cultura e uma forma de se viver que se apresenta predominante nesse espaço.

Habermas apresenta exemplos, como a linguagem oficial, os currículos da educação, o status das igrejas e comunidades religiosas, as normas de direito penal (como o aborto), as delimitações do público e privado, como reflexos do auto-entendimento ético-político de uma cultura majoritária, que se predomina por motivos históricos.

Em razão disto, todas as minorias que se diferem dessa cultura majoritária entram em conflito cultural, uma vez que tais regras universais são repressivas no que se refere às formas de vida diferenciadas, mesmo dentro de uma comunidade republicana que garanta formalmente a igualdade de direito de todos.

Segundo o autor, uma nação de cidadãos se desenvolve por processos sociais, onde as formas de vida dentro das quais se desenvolvem, formam uma identidade que compõem o contingente do povo de um Estado, de uma unidade política. Tal identidade desenvolvida determina, mesmo que implicitamente, o horizonte das orientações do que é de valor, onde ocorrem conflitos culturais e de discursos de auto-entendimento ético-político daquela nação.

A minoria que se encontra discriminada só pode obter a igualdade de direitos por meio de secessão na concentração de todos os envolvidos num determinado espaço. Segundo Habermas, a discriminação não é abolida pela secessão provoca pela independência nacional, mas apenas quando há uma inclusão suficientemente sensível com a origem cultural das diferenças individuais e culturas específicas.

Habermas afirma que as minorias surgem normalmente em sociedades pluralistas e é aguçada nas sociedades eminentemente multiculturais e que quando essas sociedades estão organizadas como Estados democráticos de direitos há caminhos para que a inclusão das minorias seja sensível para as diferenças. O autor apresenta algumas alternativas que levam a mudanças fundamentais para os cidadãos, sem tocar nos princípios universais, a saber:

a) divisão federativa dos poderes;
b) delegação ou descentralização funcional e específica das competências do Estado;
c) com a concessão de autonomia cultural;
d) direitos grupais específicos;
e) políticas de equiparação;
f) arranjos diversos que levem a uma efetiva proteção das minorias.

Ao concluir essa parte de sua obra, o autor pondera que a coexistência com igualdade de direitos de diferentes comunidades étnicas, grupos lingüísticos, confissões religiosas e formas de vida não podem significar a fragmentação da sociedade, pois caso contrário produziria uma “miríade de subculturas que se enclausuram mutuamente”.

Por um lado, Habermas entende que a cultura majoritária não pode se posicionar como uma política geral compartilhada por todos os cidadãos, para que não se uniformize os discursos de auto-entendimento – pois caso contrário o processo democrático em determinadas questões existenciais é elidido por afetar questões relevantes para as minorias.

Por outro lado, entende que a cultura política comum deve ser coesa (o que ocorre quando esta se torna mais abstrata para as subculturas para as quais ela é o denominador comum) para que a nação dos cidadãos de um determinado território e em determinados campos políticos, não se despedace.


HABERMAS. Jürgen. A inclusão do outro: estudos de teoria política. Tradução George Sperber, Paulo Astor Soethe. Edições Loyola, São Paulo, 2002, p. 164-167.


COMO CITAR ESTE ARTIGO:

NOVAES, Edmarcius Carvalho. A INCLUSÃO COM SENSIBILIDADE PARA AS DIFERENÇAS SEGUNDO HABERMAS. Disponível em: http://edmarciuscarvalho.blogspot.com/2011/08/inclusao-com-sensibilidade-para-as.html  em 17 de agosto de 2011.

quinta-feira, 31 de março de 2011

UMA ODE À DITADURA MILITAR

“Eu não corro esse risco. Meus filhos foram muito bem educados e não viveram em ambiente como, lamentavelmente, é o teu”.



A polêmica do mês está estampada em todos os meios de comunicação, sobretudo os virtuais. A máxima acima foi proferida pelo deputado federal  do Partido Progressista, pelo Rio de Janeiro, Jair Bolsonaro.

Bolsonaro é uma figura excêntrica. Saudosista dos tempos da ditadura faz uso das conquistas da democracia para expor máximas esdrúxulas que ratificam seus paradigmas discriminatórios e estigmatizantes.

Para os desatentos aos fatos, explico. No programa de televisão “CQC” da ultima segunda-feira, o nobre deputado ao participar de um quadro chamado “O povo quer saber” respondeu a seguinte pergunta feita pela cantora Preta Gil: “se seu filho se apaixonasse por uma negra, o que você faria?”

Na tentativa de amenizar sua resposta racista só fez piorar a situação. Disse ter entendido que a cantora teria perguntado o que faria se seu filho se apaixonasse por um gay.  Pronto! 



O filho da ditadura, nos tempos da democracia, faz uso de sua imunidade parlamentar para disparar porradas para todos os lados, atacando, sobretudo, os segmentos minoritários. Defende que a maioria deve ser conservadora, protegida das ações “minoritárias” de movimentos como os “gays”.

Sobre o racismo, como bom saudoso da época dos militares remete, mesmo que inconscientemente, ao patriarcalismo brasileiro do clássico “Casa Grande e Senzala” ao afirmar que em seu gabinete há muitos servidores afrodescendentes, e que, pelo visto, estão lá sem a necessidade de cotas. São seus “empregados” e não “escravos”. 
  


Bolsonaro é a representação do pensamento arcaico e reacionário. Seu discurso emanado de preconceito racial, homobofia, etnocentrismo social, é realmente próprio de quem acredita na intolerância ao próximo que prega. Faz uso da liberdade de pensamento e de sua imunidade parlamentar – que necessita ser repensada – para se pôr (e levar consigo seus semelhantes) num patamar ideológico de superioridade aos demais, uma vez que estes, na concepção daqueles, são minoritários.

Pelo posicionamento dele penso que se ele for entrevistado novamente e for perguntado pela Marina Silva, poderá se posicionar pela extinção dos indígenas. Se for um deficiente o entrevistador, irá sugerir a exterminação dos “incompletos”, afinal em época de guerra a força física era, por ela mesma, a única e essencial para se fazer matanças. O que falar então da diversidade religiosa? Deixa pra lá... corre-se o risco de voltarmos ao racismo!

O pior de tudo neste caso é que, infelizmente, a figura de Bolsonaro é a representação social de muitos brasileiros. Preocupo-me em ver os comentários de internautas em alguns sites que se posicionam favoráveis a essa atitude. Muitos se vêem representados por ele – e talvez isso justifique ocupar o atual cargo – e juntos reforçam a intolerância, o desprezo, o ódio por meio de um discurso velado contra pessoas negras (afinal racismo já é crime tipificado, mesmo que de pouca aplicabilidade - como creio que será neste caso) e outro abertamente para contra todas as formas existentes dentro da diversidade sexual humana.

Em tempos de ditadura, caso Bolsonaro não responda pelo menos pelo crime de racismo, ficarão (ainda mais) claras algumas coisas: que a ditadura ainda não acabou - hoje ela não é mais de militares, mas sim de parlamentares imunes para massacrar os que discordam de seus estigmas, e que a democracia precisa repensar a liberdade de expressão de pensamento e seus efeitos – uma vez que muitos Bolsonaros estão soltos por aí.

Quanto à homofobia exagerada, na minha concepção, é necessário que Bolsonaro se auto-avalie. Homossexualidade não surgiu de 1985 para cá! Deixo para que os psicólogos contribuam com o caso.

Na realidade, o caso Bolsonaro é a oportunidade para se pensar a respeito da liberdade de expressão do pensamento e de nossos paradigmas, conceitos e preconceitos, mas, sobretudo, em nossos discursos e práticas para com os outros, muitas vezes próximos, que divergem de nós, sejam na cor ou na condição sexual.

À Bolsonaro, uma ode à dura e finita, ditadura militar!


Obs: Exatamente hoje - 31 de março - faz 47 anos que ocorreu o golpe militar. Para os militares, uma data saudosista. Para os que assim como eu são filhos da democracia é um estímulo para que outras conquistas, outros olhares e práticas políticas e sociais aconteçam, sobretudo, para que os resquícios da ditadura não se emirjam mais.

Espero que daqui a algum tempo eu possa falar: “um ode à aplicabilidade da lei que penalizou esse ato racista de Bolsonaro”.

Isso é democracia: falar o que pensa e arcar com as conseqüências, a não ser que se trate de um parlamentar/militar imune.


-> Fotografias editadas do Portal UOL

terça-feira, 22 de março de 2011

ENTREVISTA PARA O JORNAL A TRIBUNA

Matéria publicada no Jornal A Tribuna - Escola Comunidade




O uso frequente de aparelhos como o iPod está colocando em risco a audição de muitas pessoas. Uma pesquisa realizada na Northwestern University (EUA) revela que os pequenos fones de ouvido, popularizados por MP3 players portáteis como os iPods, podem causar danos na audição ou até mesmo a surdez.


A pesquisa revela, ainda, que crianças, adolescentes e até adultos estão colocando as músicas muito alto. De acordo com os dados, ouve-se com 100 e 115 decibéis, quando o nível recomendado é, no máximo, 60 decibéis.



O fato é que a desinformação é um dos fatores principais que contribuem para o aumento dos problemas auditivos. Motivado por vivências pessoais, Edmarcius Carvalho Novaes escreveu sobre o assunto. Confira a entrevista concedida pelo autor, que é Coordenador Social da Coordenadoria de Apoio e Assistência à Pessoa com Deficiência - CAAD - da Secretaria Municipal de Assistência Social da Prefeitura Municipal de Governador Valadares, no Rio de Janeiro, à equipe do JEC.



O que te motivou a escrever um livro abordando um tema tão pouco explorado?



Surgiu da minha própria experiência de vida. Apesar de não ser surdo, nem ter nenhuma deficiência, desde novo, aos 11 anos, pude conviver com pessoas surdas, a partir da minha vivência religiosa, interpretando para Libras - Língua Brasileira de Sinais, os cultos religiosos que frequentava na época. A partir disto, veio o envolvimento com a instituição de surdos local e toda a rede de atendimento às pessoas surdas. Com o passar tempo, percorri uma formação acadêmica (direito) e profissional (na área pública com a política da assistência social) onde posso atuar para que os direitos de toda a coletividade com deficiência - e não somente pessoas surdas - possam se concretizar. Produzir este livro significou pessoalmente o fim de um processo de envolvimento com um segmento específico - o publico surdo, para começar a atuar em prol de todas as pessoas com deficiências, o que hoje faço gerenciando a Coordenadoria de Apoio e Assistência à Pessoa com Deficiência.



Pretendi assim produzindo este livro deixar registrado os direitos específicos deste público com surdez, quais são na área da educação, do trabalho e da saúde, e como acessá-los por meios dos mecanismos jurídicos existentes e dos espaços públicos existentes, como o Ministério Público, Conselhos Municipais e Associações representativas. Espero que seja de grande valia para as pessoas surdas e familiares, associações, conselheiros municipais, servidores públicos da área da educação, saúde, desenvolvimento, assistência social, dentre outros.



Qual o objetivo de focar o processo histórico da inclusão no livro?



A luta das pessoas com deficiências é histórica. Num passado distante, estas pessoas eram sacrificadas logo que nasciam e eram detectadas como tais. Algumas sociedades os ofereciam em rituais. Muitas pessoas associavam deficiências ao "pecado" dos pais. Com o passar do tempo, instituições religiosas, passaram a catequizar este público e atuar pela conscientização da necessidade de realizarem obras sociais.



No Brasil, com o processo de redemocratização, as minorias começaram a serem vistas e serem objeto de pesquisas científicas. Após isto, com os direitos sociais - denominados de quarta geração no processo republicano brasileiro - as pessoas com deficiências, nas décadas de 80 e 90, conseguiram fazer existir garantias legais que permeiam nos campos educacionais, laborais, de saúde, esportivos e outros.



Conhecer esse processo histórico é importantíssimo para que se possam prosseguir visando à concretização dos direitos. Não há execução de leis, concretização de direitos, sem prévio conhecimento da luta histórica para a qual se está envolvido.



Para uma sociedade verdadeiramente inclusiva, o que falta mudar?



Creio ser necessário que as pessoas que possuem determinados direitos os conheçam, e, sobretudo, saibam como acessá-los. Considero que o Brasil é um exemplo no que tange a ordenamento jurídico. Há previsão e regulamentação praticamente sobre tudo. Num país onde a democracia é tão recente - pouco mais de vinte anos - o primeiro passo: ter direitos, garantidos no campo legal, já está posto.



É necessário que os atores sociais envolvidos - incluindo os movimentos sociais organizados: conselhos de classes, conselhos sociais, sejam municipais, estaduais e federais; os órgãos de controle externo: legislativo, Ministério Público; as entidades de apoio e assistência de iniciativa privada; as instituições religiosas e suas ações de responsabilidade social - sejam, de fato, atuantes, com vistas à execução do que já está garantido legalmente.



Enquanto coordenador da CAAD, qual seria a melhor maneira de solucionar as falhas nos direitos do portador de algum tipo de deficiência?



Creio que os direitos das pessoas com deficiências, no Brasil, já são garantidos legalmente em vários e extensos textos: leis, decretos, regulamentos, portarias, etc. Acredito que a falha está na falta de conhecimento destes e de como acessá-los. É necessária uma melhor articulação política das instituições de atendimento. As associações de pessoas com deficiência, os conselhos municipais, estaduais e federal, e os Ministérios Públicos são fortes apoiadores neste momento.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

UM SOCO NO ESTÔMAGO


Um soco no estômago. É isso que acabei de tomar. Explico-me! Há poucos minutos acabou de passar, na Rede Globo de Televisão, o filme brasileiro “Ultima Parada 174”, do cineastra Bruno Barreto. É a arte representando a história real de um jovem chamado “Sandro” que paralisou o Brasil há alguns anos atrás com o seqüestro de ônibus da linha 174, na cidade do Rio de Janeiro.

Apesar de antigo (de 2008), somente hoje tive a oportunidade de assistir a obra. E que puta obra! O foco do filme foi contar a história de vida daquele protagonista do episódio. Uma criança que tem a sua mãe morta para sustento do tráfico, o abandono do restante da família, a vida nas ruas e envolvimento com as drogas e a prostituição, o amadurecimento na rede do tráfico e seu fim trágico. Episódio este que culminou na morte de uma das seqüestradas – na época foi divulgado que se tratava de uma professora –, e da morte do seqüestrador, aliás, muito mal explicada, dentro da viatura.

“Ultima Parada 174” me doeu no estômago. Justamente na hora em que estava jantando minha batata doce que tanto queria comer o dia inteiro! Foi-se totalmente o saber do doce e vieram as indagações sobre o contexto em que vivemos com o paladar da amargura que senti.

Como pode no Brasil haver tanta desgraça? Quantas políticas públicas sociais são inoperantes? Quantos Sandro’s estão morrendo hodiernamente frutos de histórias de vidas desgraçadas, no sentido literal da palavra?

Me dói muito ver que a política de urbanização no Brasil é uma merda. As favelas são o foco dos traficantes e muitos que ali estão acabam como fruto de seus contextos. São Sandros que não tem apoio de uma atuação política forte que combata de fato a violência e as drogas.


Me dói muito ver que a política de igualdade racial no Brasil ainda é um conto da carochinha. É como tampar os olhos com a penheira para não constatar que a maioria da população que vive na miséria brasileira não é negra! Que igualdade e liberdade existem, meu Deus, nessa terra onde os negros deixaram de ser escravos de colonos para serem escravos do tráfico e da violência? Até que ponto vão se preocupar somente com ações afirmativas com cotas para negros em universidades, se a maioria deles não sai nem do ensino primário, isto quando a vida consegue chegar lá?

Me dói muito ver que a política de amparo à pessoa em situação de rua neste Brasil é uma vergonha! Que as ONGs tentam e não estão preparadas para fazer o que é papel do Estado. E a cena em que a voluntaria chega na Candelária para fornecer um sopão e leva consigo uma emissora de televisão? E depois da chacina levar uma turma de meninos para onde? Dentro de uma favela, numa boca de fumo! E pra piorar a situação, produzir um material para divulgar o serviço? E o Estado? Inoperante em berço esplêndido!

Me dói muito ver que milhares de crianças estão nas ruas jogadas à pedagogia mais pragmática que existe: a do mundo das drogas e do tráfico. Que muitas destas crianças são vitimas da violência. Que muitos Sandros estão neste meio porque viram suas famílias se desmoronarem depois da brutalidade do crime! Que os programas de amparo a infância e a adolescência são balelas jurídicas.

Me dói muito ver que mulheres vendem seus corpos porque não tem outra alternativa ou não processaram mentalmente que podem deixar de fazer o que faziam quando moravam nas ruas, para ter em troca o dinheiro com que sustentavam seus vícios. E que essas mulheres são também, em sua maioria, mulheres negras! Até quando o imaginário de que mulher só presta “pro que se faz deitado” irá continuar nesse Brasil? Falta muito ainda para a política da mulher ser, de fato, concretizada nos ideais dos movimentos feministas.

Me dói muito ver que o papel das instituições religiosas está muito longe de ser o que deveria ser. Que os pastores querem, no fundo, no fundo, os dízimos de seus seguidores, pra aumentar seus barraquinhos. Ultimamente o barraquinho pode ser eufemismo: um carro 0 km, empresas, mansões, viagens, jóias, redes de televisão, etc. E o Cristo que dizem carregar é inoperante diante da força do tráfico e da violência enraizada.

Me dói muito ver que as instituições de recolhimento como a FEBEM tem em suas paredes “aqui se constrói o conhecimento da cidadania”, mas na prática se constrói o amadurecimento do pensamento do tráfico e da vida nas drogas. E que aquilo é uma barbaridade administrativa. É a colônia de férias das prisões. Que não chega ao seu objetivo: dar cidadania a alguém!

Me dói muito ver que estamos inseguros nas ruas. Que as políticas de segurança públicas fazem o mesmo que os líderes religiosos: vendem ilusões de prosperidade. Enquanto estes vendem a idéia aos seus alienados mentalmente de um futuro melhor por meio da “fé irracional” no que dizem visando, na realidade, seus suados míseros salários mínimos, aqueles vendem a ilusão da segurança. Segurança, no linguajar do filme: o cacete! A professora seqüestrada dentro do ônibus, coitada, foi vítima da inoperância da polícia. Os policiais que deviam ter morrido pra aprender a trabalhar direito. Onde já se viu o que fizeram? E pra piorar a situação: matam o seqüestrador a caminho da delegacia. Cadê a porra dos Direitos Humanos?

Mas sabe de uma coisa? A professora tinha que morrer mesmo! Quem disse que vida de professora vale a pena nesse Brasil? Se traficantes que matam mães de Sandros existem por aí para sustentar seus vícios, se Sandros crescem sem estrutura familiar e conceitos básicos, se pastores vendem a “alma pro diabo” em busca do seu dizimo de cada dia, se meninas negras (e brancas em menor quantidade também) se transformam em mulheres do prazer, se policiais se matam nas academias e atrofiam os cérebros para passarem nos concursos   visando somente seus excelentes salários como os são ultimamente, é porque a educação, é talvez, a pior desgraça de todas essas. Tudo o que o filme retratou representa um modelo de educação ultrapassada, colonial, retrógrada, que ainda existe neste Brasil. Uma educação que não acompanha seu tempo e seus temas, suas desgraças, percalços.

Que dor no estômago sinto que atormenta até meu cérebro, a ponto de vomitar tudo isto aqui já as 01:20 da madrugada. Dor por saber que ainda estamos muito longes de efetivar as políticas sociais nessa terra brasileira. Dói por saber que os políticos não entendem (ou pouco se importam com isso) que todas as desgraças que acontecem são frutos da má política social.

É vital pra continuidade da espécie humana que se pare tudo e dê prioridade à isto. Não dá mais pra se ter política pra sustentar burgueses engravatados e as engomadas em seus escritórios ministeriais. E que estes fiquem espertos, porque podem também ser vítimas deste sistema inacreditável, como foi, numa cena do filme, a assaltada no trânsito pelo seqüestrador Sandro, e pagarem com suas próprias vidas. Talvez aí alguém resolvam fazer algo.

Sandros mil estão sendo vítimas de si mesmos, de suas historias de vida. Transformam-se em Alessandros e morrem com o nome de “filhos de puta” conclamados pela sociedade após o impacto da mídia globalizada que tudo vê e nada faz pra mudar, se não contribui com a pobreza intelectual com os "BBBs" das vidas. Esquecem, os que gritam, que a pobre da ‘puta’, coitada, já tava morta, pelo tráfico!

Precisamos reorganizar nossas idéias para prosseguir fazendo cada um a sua parte nessa complexa e imensurável roda-gigante, onde o sistema do tráfico e da violência reflete a fraqueza das políticas sociais. É hora de repensá-las e de nos repensarmos enquanto passageiros desse ônibus, antes que chegue a nossa ÚLTIMA PARADA 174.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

VEM CHEGANDO O FIM

Vem chegando o final do ano e é hora de começar a contabilizar nossas ações e atividades durante o ano findado. E em 2010, em especial, foram muitas. No ano em que ocorreu a Copa do Mundo com a derrota da Seleção Brasileira, e as eleições, com o resultado histórico com a vitória da primeira presidente do Brasil, tive particularmente o ano mais agitado da minha vida.

No campo dos estudos comecei duas pós graduações: uma em Direito Público e outra em Língua Brasileira de Sinais e um MBA em Administração Pública e Gestão de Cidades, que só irei encerrá-los no meio de 2011. A intenção é após concluí-los, partir para o mestrado.

Além disto participei de três cursos de extensão: um em Politicas Públicas, Elaboração, Monitoreamento e Avaliação de Projetos Sociais pela UNIVALE; outro em Aspectos Gerais da Dependência Química pela Secretaria Municipal de Assistência Social; e por fim, outro sobre Aperfeiçoamento dos Gestores do SUAS pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social do Governo de Minas Gerais.

Na área da publicação, meu livro
SURDOS: EDUCAÇÃO, DIREITO E CIDADANIA pela WAK Editora, finalmente saiu do forno, hoje disponível para compra no link acima. Em anais de congressos publiquei dois artigos no VI Seminário Internacional Sociedade Inclusiva da PUC Minas: o primeiro sobre a "A Ação Afirmativa como Instrumento de Justiça Social para efetivação do Direito ao Trabalho para Pessoas com Deficiência na Administração Pública", e outro sobre "Relatório de Pesquisa sobre o Programa de Transporte Coletivo Público Gratuito para Pessoas com Deficiencia, em Governador Valadares, no ano de 2009." no VI Seminário Internacional Sociedade Inclusiva da PUC Minas.

Nos dias 29 e 30 de novembro participei do I Seminário de Pesquisa em Artes Design e Comunicação da UNIVALE, apresentando o trabalho, na modalidade de pôster sobre "Aspectos Legais da Acessibilidade Comunicativa para pessoas com deficiência". A ação surgiu após escrever uma postagem neste blog sobre o assunto.

Foi publicado na internet também um artigo que escrevi em 2008 para a edição anterior do mesmo evento. Na época pesquisei sobre o
"Direito à Saúde: O Etnocentrismo Clínico em relação à Saúde Surda".

Ainda foi publicado um artigo na edição de novembro da Revista Profissão Mestre - revista nacionalmente conceituadíssima, no segmento educacional - com o título: "EDUCAÇÃO DE SURDOS: Sociedade necessita repensar conceitos e práticas inclusivas desses estudantes na escola regular". Em breve vou publicar aqui algo especificamente a respeito.

Já no trabalho este ano foi gratificante. Muitas atividades, porém todas satisfatórias. Pude contribuir mais um ano na gerência da Coordenadoria de Apoio e Assistência à Pessoa com Deficiência - CAAD, orgão público municipal vinculado à Secretaria Municipal de Assistência Social de Governador Valadares, responsável pela articulação das políticas públicas para as pessoas com deficiência, que hoje operacionaliza quatro ações:

a) concessão do benefício social PASSE LIVRE no transporte coletivo municipal;
b) encaminhamento para o mercado de trabalho;
c) recebimento de denúncias de maus tratos e violação de direitos e encaminhamento para os órgãos do SUAS; e
d) ações de conscientização de direitos para pessoas com deficiência e sociedade civil, que neste ano se deu através de duas edições do Seminário Deficiência em Debate.

Uma das ações importantes realizadas neste ano foi o levantamento sobre o perfil social das pessoas com deficiência de Governador Valadares usuárias do maior benefício social concedido pela Política Municipal de Assistência Social, que originou o trabalho
"Relatório de Pesquisa sobre o Programa de Transporte Coletivo Público Gratuito para Pessoas com Deficiencia, em Governador Valadares, no ano de 2009 publicado no evento da PUC Minas. É a primeira pesquisa científica feita a respeito no município de forma oficial.

Ainda no vínculo com a SMAS pude contribuir neste ano com o Conselho Municipal de Assistência Social - CMAS, com o Conselho Municipal da Pessoa com Deficiência - CMPD e com o Conselho Municipal de Transito e Transporte - CMTT.

No primeiro a oportunidade de fortalecer o conhecimento a respeito da Política do Sistema Único de Assistência Social - SUAS e os espaços de controle social através de representantes do governo e da sociedade civil, que de forma paritária fiscalizam as políticas de assistência social e indicam caminhos para a Administração, bem como tive a oportunidade de contribuir com a Comissão de Legislação que faço parte. No segundo - CMPD - a oportunidade de começar a desenvolver as ações sob a responsabilidade do Conselho, após estruturá-lo no ano de 2009, Já no terceiro - CMTT, apesar de poucas reuniões ocorridas, pude compreender como é elaborado o Plano Diretor do Município de Governador Valadares que encontra-se em fase de aprovação legislativa.

E por fim, após três anos longe da docência, pude neste segundo semestre participar de um projeto de capacitação profissional de atendimento ao público, lecionando a disciplina de "Comunicação em Língua Brasileira de Sinais", para uma seleta e especial turma dos Correios, por meio do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial de Governador Valadares. Experiência enriquecedora em todos os aspectos, sobretudo na oportunidade de continuar estudando e aprendendo Libras na prática de contribuir na formação das pessoas por meio do ensino.

2010 também contabiliza bons momentos, com boas viagens à Diamantina, Vila Velha e Belo Horizonte, onde pude rever pessoas queridas, conhecer outras novas e também pude me despedir da minha tia com que morei em 2008 que veio a faleceu.

Quero encerrar esta postagem com a publicação do levantamento de acessos a este meu blog. Neste ano ele tomou uma conotação mais profissional, acadêmica. Tenho meio que utilizado-o como instrumento de registro de minhas produções e de contribuição na divulgação do modesto conhecimento adquirido, por entender que socializando informações todos aprendem. Talvez isto justifique o acesso de internautas de várias partes do mundo, o que sinceramente não esperava. Aliás, peço, sobretudo aos internautas de outros países que acessarem meu blog e que gostarem do que lêem aqui, se possível, que me envie e-mail (
edmarcius@hotmail.com) ou deixe seus comentários nas postagens que acessarem e acharem interessantes.

A plataforma do blog disponibilizou nos últimos seis meses o serviço de Estatísticas, sobretudo do número de acessos por mês, os países de onde esses acessos surgiram, e o ranking das postagens mais acessadas. Vamos aos resultados:




ACESSOS SEMESTRAIS
Período: 01 de Maio a 30 de Novembro de 2010
Total de acessos: 2.570


01) Estatística por Público



Ranking por países:

BRASIL - 87,9%
EUA - 6,6%
PORTUGAL - 3,7%
HOLANDA - 0,5%
RUSSIA - 0,3%
CINGAPURA - 0,3%
CANADÁ - 0,2%
ESLOVÊNIA - 0,2%
CHINA - 0,1%
MOÇAMBIQUE - 0,1%

Os números exatados de acessos em cada país estão disponíveis na figura acima.

02) Estatística por postagens:

Pelo que pude concluir do ranking de acessos por postagens é que o tema da surdez predomina nos acessos ao blog. A temática da pessoa surda, da profissão de Tradutor-Intérprete e dos instrumentos legais e educacionais para as pessoas com deficiência formam a primeira referência do blog. O segundo tema é a questão da sexualidade, sobretudo acerca da abordagem filosófica - Foucault - e a análise da homossexualidade, feita neste blog, a partir da análise de um estudo sobre a percepção da sociedade brasileira sobre Cidadania, Direitos Humanos e Homossexualidade.

Então é isso. Acho que ainda voltarei por aqui antes de começar 2011. Mas se isso não ocorrer é porque o ano de 2010 ainda não acabou e os preparativos para as minhas tão merecidas férias estão começando, de fato. Agradeço a todos que passaram por aqui. Que 2011 também seja um ano produtivo para mim e para todos, com a graça de Deus!

sábado, 27 de novembro de 2010

REFLEXÕES ACERCA DOS PARADIGMAS DA EDUCAÇÃO


De origem grega “parádeigma”, a palavra PARADIGMA literalmente significa “modelo”. Trata-se de uma representação de um padrão a ser seguido. É um pressuposto filosófico, matriz, ou seja, uma teoria, um conhecimento que origina o estudo de um campo científico, uma realização cientifica com métodos e valores que são concebidos como modelo; uma referencia inicial com base de modelo para estudos e pesquisas.

Assim, pode-se entender como um modelo mental que é adotado como sendo verdadeiro e representativo de um fato ou conjunto de acontecimentos, esquecendo-se que o ser humano ao formar seus paradigmas a partir de suas experiências, tende a generalizar as coisas a partir de poucas observações.

Segundo Thomas Kuhn “são paradigmáticas as realizações científicas que geram modelos que, por período mais ou menos longo e de modo mais ou menos explicito, orientam o desenvolvimento posterior das pesquisas exclusivamente na busca da solução para os problemas por ela suscitados”.


PRESSUPOSTOS:

A realidade é uma construção sócio-histórica e cultural tecida pelos conflitos de interesses que movem a sociedade. Assim, o conhecimento é ma leitura histórica e política sobre a realidade em um processo permanente de mudanças.

O saber escolar com seus valores, crenças, hábitos, é fruto da tensão de grupos sociais que constituem a sociedade e do nível de autonomia profissional do professor de didatizar os conhecimentos do senso comum e os conhecimentos científicos. Assim, a ação de educar sempre está a serviço consciente ou inconsciente de projetos societais, por isso entender que a educação é um espaço em disputa constante.

Uma educação escolar que visa emancipação é aquela procura construir a identidade cidadã dos alunos para que seja fortalecida a democracia participativa, cabendo ao professor construir situações didáticas provocadoras de aprendizagens que sejam significativas, que construam a subjetividade cidadã, com currículos contextualizados, integrados e globalizados, fruto de uma autonomia didático-científico do docente.


RELAÇÃO EDUCADOR E EDUCANDO:

É necessário que o educador não tenha o velho medo de errar. Quem tem medo de errar é porque não tem coragem de experimentar uma prática nova, ficando estagnado ao velho paradigma, onde se torna o “senhor dos conteúdos”, eliminando a prática de troca de saberes. É necessário que o educador esteja preparado para dizer “não sei”, tendo uma postura desarmada e aberta. Ele será referencial para o aluno, pois o professor também deve se fascinar pela pesquisa e pelo novo, construindo relações afetivas mais verdadeiras.


ALICERCES PEDAGÓGICOS:

a) Pedagogia do encantamento: construir humanidade e envolvimento profissional.
b) Educabilidade: diversidade de percursos na aprendizagem e na ensinagem.
c) Pesquisa como principio de trabalho.
d) Escola como local de aprendizagens, de multiplicidade cultural, de tensão e aberta a mudanças.
e) Trabalho em equipe como estratégia de construção e de socialização das ações educativas na escola.
f) Realidade social enquanto espaço de pesquisa e de significações dos saberes.
g) Projeto político-pedagógico como elemento que articula a prática pedagógica.
h) Compromisso social com projeto societal filiado.
i) Prática inovadora inventiva, sendo inovadora e comprometida.


A ESCOLA ENCARNADA:

Premissas básicas para uma escola sedutora, aprendizagens significativas e currículos globalizados:

a) organização do tempo e do espaço pedagógico que considere e atenda a diversidade de sujeitos e de aprendizagens.
b) organização e implementação de material e de estratégias de ensinagens que não sejam indiferentes às diferenças.
c) um plano de acompanhamento avaliativo contínuo e sistemático de trabalho pedagógico.
d) referencia para a organização do trabalho pedagógico não é a idade e nem a série, e sim o nível sociocognitivo dos aprendentes (tempo e percurso de aprendizagens e o contexto social).
e) planejamento e plano de ensinagem contextualizados, integradores de saberes e competências.

Palavras chaves: flexível; prática cultural e exercício político; vivência identitária; contextualizado, temporário, conflitivo e precário; currículo enquanto pontos de interseções dos campos dos saberes científicos e do senso comum; integrador; sistemático e caótico; problematizador, dialógico; assimétrico e contraditório.


PARADIGMAS EDUCACIONAIS DE PAULO FREIRE:

A Educação deve-se atentar para os seguintes paradigmas:

a) Valorização da cultura.
b) Homem é um ser histórico e, portanto, inacabado.
c) Educar para a conscientização.
d) Ler a palavra para ler o mundo, compreendendo sua condição de oprimido.
e) Binômio: educador-educando, educando-educador.
f) Relações afetivas, democráticas e ombreadas.
g) Coerência.

Para Paulo Freire, há três momentos claros de aprendizagem:
a) O educando se inteira daquilo que o aluno conhece para trazer a cultura dele para a sala de aula.
b) Exploração de questões relativas ao tema em discussão.
c) Problematização: ações para superar impasses da prática.

São etapas do processo de alfabetização, segundo Paulo Freire:
a) Codificação – circulo da cultura (onde os educandos respondem às questões provocadas pelo coordenador, aprofundando suas leituras do mundo: Quê? Para quê? Como? Por quê? Por quem? Para quem? Contra quê? Contra quem? A favor de quem? A favor de quê?).
b) Decodificação e descodificação.
c) Análise e síntese.
d) Fixação da leitura.
e) Problematização

A epistemologia de Paulo Freire se opõe ao paradigma positivista que entende o conhecimento como neutro, livre de valor e objetivos. Paulo Freire entende que o conhecimento e continuamente criado e recriado, assim como as pessoas refletem e agem no mundo. O conhecimento não é fixo e sim um processo dinâmico, produzido coletivamente, buscando dar sentido ao mundo. Não existe separado do como e porquê é usado, no interesse de quem.

Para Freire o conhecimento propõe-se a fazer com que as pessoas se humanizem, superando a desumanização através da resolução da contradição fundamental da nossa época: aquela entre a dominação e a libertação, conhecida como a teoria da relação entre o oprimido e o opressor. A liberdade se dá por meio do diálogo crítico, libertador que leva a reflexão e ação.


FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA EM PESQUISAS, PROJETOS DE EXTENSÃO E FORMAÇÃO:

Ocorre a partir do respeito à identidade cultural do outro.

Paulo Freire:

“A minha convicção é a de que a gente têm de partir mesmo da compreensão de como o ser humano com quem a gente trabalha compreende. Não posso chegar a área indígena e pretender que os indígenas que estão lá compreendam o mundo como eu o compreendo, com a experiência que tenho, não dá. Perguntaram-me qual era minha experiência acadêmica, de ajuda, de compreender a compreensão dele. Não vale a minha experiência acadêmica, minha sabedoria ‘pifa’ no momento em que não sou capaz de compreender a sabedoria do outro. (...) Mas respeitar a cultura do outro não significa manter o outro na ignorância sem necessidade, mas fazê-lo superar sua ignorância não significa ultrapassar os sistemas de interesses sociais e econômicos de sua cultura. É como se houvesse gente inteligente no outro planeta, noutro lugar, noutro universo, e viesse aqui, agora, e dissessem a mim que eu devo pensar da forma absolutamente contrária àquilo que penso, pois lá já se pensa diferente. Não posso me submeter a uma coisa dessas.” (2003, p.129,131)


POSSIBILIDADES DE AÇÕES PEDAGÓGICAS EFETIVAS:

a) Colocação de problemas e não apenas resolução de problemas.
b) Análise de situações problema.
c) Explorar a não-neutralidade da Educação.


O VELHO PARADIGMA DA EDUCAÇÃO:

Cabe ao professor lecionar, onde este só lê a matéria do dia. As aulas são expositivas, em que o conteúdo é quase “lido” para os alunos. O aluno é um receptor passivo, que ouve as explicações do professor (que sabe muito mais do que ele) e vai tateando em busca daquilo que acredita que o professor deve desejar que ele aprenda, diga, pense ou escreva.  A sala de aula é um ambiente de escuta e recepção, sem a possibilidade de conversas. A experiência é passada do professor para o aluno, e somente isso. O aluno aprende e estuda por obrigação. Os conteúdos curriculares são fixos, numa estrutura rígida que não prevê brechas nem modificações.

A tecnologia é desvinculada do contexto, sendo uma ameaça de substituição do homem. Os recursos são manipulados pelo professor, que prepara anteriormente o que se pode apresentar ou não. A escola é uma ilha que só comunica-se com as famílias quando necessário e não se abre a comunidade onde se está inserida.


O NOVO PARADIGMA DE EDUCAÇÃO:

O professor é o orientador do estudo. Ele orienta o processo de aprendizagem e, ao invés de pesquisar pelo aluno, ele o estimula a querer saber mais, desperta a curiosidade sobre as questões das diversas disciplinas. O aluno é o agente da aprendizagem, tornando-se um estudioso autônomo, capaz de buscar por si mesmo os conhecimentos, formar seus próprios conceitos e opiniões, responsável pelo próprio conhecimento.

A sala de aula é um ambiente de cooperação e construção em que, embora se conheçam as individualidades, ninguém fica isolado e todos desejam partilhar o conhecimento. Há a troca de experiência entre aluno/aluno e professor/aluno. O aluno aprende e estuda por motivação. Existe prazer na busca dos novos conhecimentos. Aprender é crescer. Os conteúdos curriculares atendem a uma estrutura flexível e aberta, em que cada aluno pode traçar os próprios caminhos.

A tecnologia está dentro do contexto, como meio, instrumento incorporado. O professor a utiliza como estimulo à aprendizagem. É utilizado por professores e alunos. A escola é um espaço aberto e conectado com o mundo. Os alunos têm contato com a comunidade, partilham experiências com colegas de outras escolas, fazem uso da internet.


TECNOLOGIA E OS PRESSUPOSTOS DA EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA – EAD:

O aluno é o centro do processo educativo. Possibilita a ampliação da oferta de cursos e ações de democratização, socialização, endereçabilidade e acessibilidade. Desmitifica o senso comum, promove o compromisso com o aluno. Promove a aceitação do desafio tecnológico e de aprendizagem, com a formatação de ambientes de aprendizagem diferenciados.

Possui como pressupostos:
a) construção socioindividual do processo de aprendizagem.
b) formação e qualificação permanente.
c) ênfase no aluno como sujeito real desse processo.

O uso da tecnologia faz com que os espaços de saber não estejam mais centrados na sala de aula presencial. Ensinar e aprender exigem muito mais flexibilidade, espaço temporal, pessoal e de grupo, menos conteúdos fixos e processos mais abertos de pesquisa e de comunicação.

Segundo Bordenave (1987), “a idéia de que a educação só é possível quando o professor e o aluno acham-se fisicamente no mesmo lugar vem do tempo em que a palavra, o gesto e o desenho eram os únicos meios de comunicação disponíveis”.

A tecnologia, neste contexto, segundo Mata (1995), deve ser entendida “como processo lógico de planejamento, de elaboração de currículos, métodos, procedimentos e meios que conduzam a aprendizagem”.

Andrade (1193) considera como novas tecnologias “todas as técnicas de modo original na solução de problemas, sejam elas invenções ou comportamentos, recentes ou não”.


CONCEPÇÕES DE APRENDIZAGEM:

a) Aprendizagem Tradicional: O conhecimento é um objeto. É algo que pode ser transmitido do professor para o aluno.

b) Aprendizagem Construtivista: É uma construção humana de significados que procura fazer sentido do seu mundo.

c) Aprendizagem Autônoma: O processo de ensino é centrado no aluno. As experiências são aproveitadas como recurso. O professor deve assumir-se como mais um recurso ao aluno. O aluno é considerado como ser autônomo, gestor do seu processo de aprendizagem.


GLOBALIZAÇÃO:

Segundo Giddens (1987) não é apenas um fenômeno econômico. É um sistema de transformação do espaço e do tempo. A interconexão global intensificada gera mudanças das relações tempo/espaço que têm conseqüências nos modos de operar a sociedade.


EDUCAÇÃO, FORMAÇÃO E CAPACITAÇÃO CONTINUADA:

Segundo Nóvoa, “os programas educacionais fornecem a ocasião de aprender saberes e técnicas, de partilhar experiências e preocupações, mas a formação não é o resultado previsível de uma ação educativa. A formação é infinitamente mais global e complexa: constrói-se ao longo de toda uma trajetória de vida e passa-se por fases e etapas que é ilusório pretender ‘queimar’.”


BASES TEÓRICAS DA CAPACITAÇÃO DAS PESSOAS:

 A educação das pessoas deve passar por:

a) antropologia.
b) filosofia.
c) política.
d) economia e administração.
e) A influencia das TIC.
f) Psicologia e Desenvolvimento Humano.



PARADIGMAS HISTÓRICO-SOCIAIS:

Moraes (1997) apresenta um paralelo de várias correntes de pensamento no contexto histórico-social a partir dos séculos XVII, XVIII e XIX:

a) Paradigma Tradicional: Revolução Cientifica, Iluminismo, Revolução Industrial.
b) Paradigma Industrial: Luta competitiva pela própria existência. Fez com que a educação supervalorizasse algumas disciplinas, trazendo a idéia de que os fenômenos complexos necessitam ser divididos em partes para serem compreendidos.
c) Movimento da Escola Nova: No século XX, a escola percebe a importância do aluno no processo, devendo o ensino dar-se pela ação e não pela instrução.

Com a ruptura do paradigma visa-se “construir um modelo educacional capaz de gerar novos ambientes de aprendizagens em que o ser humano fosse compreendido em sua multidimensionalidade, como um ser indiviso em sua totalidade, com seus diferentes estilo de aprendizagem e suas distintas formas de resolver problemas”. (Moraes, 1997,p. 17)


SOLUÇÃO DE PROBLEMAS:

É um dos recursos mais acessíveis para levar os alunos a aprender a aprender. Supõe dotar os alunos da capacidade de aprender a aprender, de questionar e ir buscar respostas, de construir autonomia. Cria o habito e a atitude de enfrentar a aprendizagem como um problema para o qual deve ser encontrada uma resposta, bem como ensina a propor problemas para si mesmo e a resolvê-los. Prepara mais adequadamente para desenvolver habilidades e estratégias eficientes para buscar respostas para os problemas do cotidiano do processo produtivo-rotineiros ou inusitados.



GESTÃO DEMOCRÁTICA DA EDUCAÇÃO:

Instalação dos Conselhos de Escola num processo de construção ascendente: Lei 3.776/92.

A Constituição da Republica em seu artigo 206 afirma: “O ensino será ministrado com base nos seguintes princípios: VI – a gestão democrática do ensino público, na forma da Lei”.

A LDB/96 em seu artigo 3° dispõe que: “o ensino será ministrado com base nos seguintes princípios: VIII – a gestão democrático do ensino público, na forma desta Lei e da legislação dos sistemas de ensino”. Já o artigo 14 afirma que os sistemas de ensino definirão as normas de GD, com: “participação dos profissionais da educação na elaboração da proposta pedagógica (inciso I), participação das comunidades escolar e local em conselhos escolares ou equivalentes”. Por fim, o Artigo 15 determina que “os sistemas de ensino assegurarão às escolas progressivos graus de autonomia pedagógica, administrativa e de gestão financeira”.

Dilema entre a democracia real e a democracia formal:

Segundo Chauí (1997, p. 141), “se a tradição do pensamento democrático, democracia significa: a) igualdade, b) soberania popular, c) preenchimento de exigências constitucionais, d) reconhecimento do direito da maioria, e) liberdade, torna-se obvia a fragilidade democrática no capitalismo”.

A gestão democrática dá importância a uma descoberta ser original. Assim, a gestão democrática seria um novo modo de administrar a realidade em si mesmo, democrática, que se traduz pela comunicação, pelo envolvimento coletivo e pelo diálogo.

A gestão democrática preocupa-se com a realidade escolar. Até os anos 80 o empresariado exigia do Estado apenas trabalhadores alfabetizados. Hoje exige-se com novos conteúdos e métodos de ensino: conhecimento, valores e habilidade que vão alem da memorização e dos conhecimentos tradicionalmente transmitidos pela escola ou do simples adestramento para a profissão.

Como construir a gestão democrática entre sujeitos e as instâncias de participação?


 

Gestão democrática de qualidade social:


Que educação queremos?  Uma mercadoria ou um direito? Uma educação que promova mudanças, transformações ou que procure a manutenção do existente? Uma educação que promova a emancipação ou a subordinação?



EDUCAÇÃO ESCOLAR E INTELIGÊNCIAS MÚLTIPLAS

Definição dada por Howard Gardner.


EDUCAÇÃO ESCOLAR: È uma dimensão fundante da cidadania e tal principio é indispensável para participação de todos nos espaços sociais e políticos e para (re)inserção qualificada no mundo profissional do trabalho.

INTELIGÊNCIA ESPACIAL: Capacidade de perceber o mundo visual e espacial de forma precisa, de manipular formas ou objetos mentalmente e, a partir das percepções, criar e compor uma representação visual ou espacial.

INTELIGÊNCIA LOGICO-MATEMÁTICA: Determina a habilidade para raciocínio dedutivo, em sistemas matemáticos, em noções de quantidade, alem da capacidade para solucionar problemas envolvendo números e demais elementos matemáticos.

INTELIGÊNCIA CINESTÉSICA OU CORPORAL-CINESTÉSICA: Refere a habilidade para resolver problemas ou criar produtos através do uso de parte ou de todo o corpo.

INTELIGÊNCIA INTERPESSOAL: Habilidade para entender e responder adequadamente a temperamentos, motivações e desejos de outras pessoas.

INTELIGÊNCIA LINGUISTICA: Habilidade para lidar criativamente com as palavras nos diferentes níveis de linguagem (semântica, sintaxe).

INTELIGÊNCIA MUSICAL: Habilidade para apreciar, compor ou reproduzir uma discriminação de sons, habilidade para perceber sensibilidade para ritmos, timbre, e habilidade para reproduzir musica.

INTELIGÊNCIA INTRAPESSOAL: Competência de uma pessoa para conhecer-se e estar bem consigo mesma, administrando seus sentimentos e emoções a favor de seus projetos^

INTELIGÊNCIA NATURALISTA: Habilidade humana de reconhecer objetos da natureza, de distinguir plantas, animais, rochas. Indispensável para a sobrevivência do ambiente natural.


Leonardo Boff, em 2003, afirmou que “há um novo paradigma de cidadania. A escola está tendo uma nova dimensão a partir da crise mundial e da globalização. É preciso que se cuide da formação da pessoa, tornando-a capaz de ser varias coisas, e não apenas que se formem profissionais”.



EDUCAÇÃO DE ADULTOS: RESPONSABILIDADE SOCIAL E APRENDIZAGEM TRANSFORMATIVA

É necessária uma aprendizagem tranformativa, onde a educação de adultos tenha como pressupostos:

a) o auto-direcionamento na aprendizagem;
b) a aprendizagem experiência;
c) a aprendizagem contextual.

A educação e formação de adultos entendida numa perspectiva de responsabilidade social parte do pressuposto de que, por meio da participação, os adultos desenvolvem ou adotam atitudes e valores e fazem julgamentos morais relacionados com os seus papeis enquanto cidadãos. Implica aprender sobre direitos e deveres dos cidadãos e também sobre como cada um pode, através do dialogo, da reflexão e da deliberação, participar na construção da sociedade.

Assim, pelo fato de existir uma potencial capacidade do individuo moldar a percepção da realidade ao seu referencial enquanto pessoal, esta perspectiva destaca a competência do indivíduo, na construção de significados, senso este um paradigma que acentua a capacidade de autonomia do sujeito.


OBSERVAÇÃO: Este texto é um resumo que eu produzi com o material de aula da disciplina Paradigmas da Educação - Núcleo Comum: Educação e Inclusão, da Pós-Graduação em LINGUA BRASILEIRA DE SINAIS - LIBRAS da Faculdade Educacional da Lapa / EADCON. 2010. Produzido em 27/11/2010.


COMO CITAR ESTE ARTIGO:
NOVAES, Edmarcius Carvalho. “REFLEXÕES ACERCA DOS PARADIGMAS DA EDUCAÇÃO". Disponível em: http://edmarciuscarvalho.blogspot.com/2010/11/reflexoes-acerca-dos-paradigmas-da.html em 27 de novembro de 2010.