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domingo, 4 de agosto de 2013

ANA CAROLINA - ÁLBUM #AC: VEM TRANSFORMAR MINHA VIDA



Sim, assumo. Sou fã de Ana Carolina. Quem acompanha há algum tempo esse meu espaço sabe dessa admiração que já existe por muitos anos. E como todo bom fã, fico sempre antenado à espera de novos lançamentos. 

Com #AC não foi diferente. Depois de alguns anos sem lançar nenhum álbum, Ana Carolina parece influenciada pelas redes sociais onde possui mais de 2 milhões de fãs que a acompanham, e por isso, resolveu investir em hits dançantes e diferenciados. Vale a pena conferir. Em sequencia, minhas considerações sobre as faixas do álbum.



Polo Dance, de Ana Carolina e Edu Krieger, inaugura o álbum num ritmo dançante e com uma letra forte, mostrando a força de mulheres que fazem de seus corpos suas fontes de vida. “... É muito mais que bilíngue, faz com a língua o que quiser...”. Não tem como não pegar o refrão... ela quer dólar, rebola, rebola...

Esperta é também dançante. Composta por Ana Carolina, Chiara Civello e Edu Krieger, ponta como pode ser infernal um relacionamento onde as personalidades são antagônicas. Num jogo de palavras, Ana Carolina consegue retratar estórias que passam por essa realidade. Quem nunca viveu um amor às avessas com algum(a) esperta?

Libido é a terceira da série de músicas dançantes e sensualizadas que compõem o início desse álbum. Ana Carolina e Edu Krieger demonstram que a libido pode ser vista em toda a parte. Não há como não refletir a respeito: “... pulsando na pureza ou na crueldade, na ânsia do desejo ou na rivalidade, às vezes até finge amizade, mas move o mundo inteiro sem dó nem piedade”. 

Combustível é uma declaração de amores suicidas, daqueles onde mergulhamos de cabeça e que no final nos faz ver que o amor deve vir em paz. Quem nunca acreditou num amor intenso como forma de seguir a vida, como um combustível para viver? Essa faixa lava a alma de quem já amou demais, e por isso, sofreu demais, mas que já se encontra em paz, para encontrar o amor que tanto precisa para viver, com maturidade! Outra faixa de Ana Carolina e Edu Krieger que toca forte e se memoriza rapidamente nos hits musicais e já faz parte de trilha sonora de novela das oito. Em minha opinião, uma das melhores do álbum!

Resposta da Rita é uma das faixas mais bem elaboradas do álbum, porém, confesso, estranha, ao apresentar algo que acho ser inédito. Com a participação de Chico Buarque intercalando a própria música ao mesmo tempo, aparenta uma nova forma de se ter participações musicais. Enquanto Chico canta incidentalmente seu sucesso “Rita”, Ana apresenta ao mesmo tempo, sua “Resposta de Rita”. É, digamos, diferente!

Pelo Iphone, de Ana Carolina e Antonio Vellory, brinca com as tecnologias de comunicação e como estas hoje fazem parte dos relacionamentos, das exposições em redes sociais dos amores e de com elas também podem se tornar casos de polícia. Jogo de palavras que achei simplesmente legal. Nada além!

Mais forte é uma das três que mais gostei do álbum, composta por Ana Carolina, Chiara Civello e Tony Bungaro. Remete ao estilo de Ana Carolina, sendo um misto de coragem de amar e a melancolia do sofrer por amar. Remeteu-me aos relacionamentos que já vivi e o que deles sofreu: a força para acreditar que amar, sempre e sempre, sempre vale a pena, mesmo que amar seja simplesmente sofrer de novo. Música forte e com ótimo instrumental!

Bang Bang 2, de Ana Carolina e R. Pitta, é outra música com ritmo dançante e que me faz lembra-la sempre quando estou pronto para sair, para curtir a noite e seus amores. Só quem já aprendeu a curtir a noite para dançar e se divertir, sem se apegar a nada e a ninguém, entende como essa música é top. Das dançantes, é a que eu mais gosto, particularmente!

Canção pra ti, de Ana Carolina, Moreno Veloso e Carlos Rennó, é uma das músicas que sinceramente não gostei nesse álbum. Parece que se resolveu homenagear algumas pessoas e para se isso se juntou várias palavras que ritmadas não agridem os ouvidos, mas sinceramente, eu particularmente, não gostei. Próxima!

Un Sueño Bajo El Agua, de Ana Carolina e Chiara Civello, é uma música também interessante, com um instrumental interessante e que foi nela a primeira experiência de Ana Carolina na direção de um videoclipe, onde a mesma encanta a todos dirigindo e contracenando em sua piscina. Foi a primeira música mais conhecida de todos seus fãs, logo na divulgação do álbum.

Luz Acesa, de Ana Carolina e Antônio Villeroy, é a minha música nesse álbum. Declaração de um grande amor vivido. É a súplica para que o amor ocorra de forma completa, intensa, qual como a luz acesa que transforma uma vida. Também já faz parte de trilha sonora de novelas. Libertadora! Amo ouvir essa música no meu carro enquanto dirijo, em alto e bom volume!

Leveza de Valsa, de Ana Carolina e Guinga, fecham o álbum com a música que apresenta uma ótima letra e um excelente instrumental, daqueles de arrepiar. Ao som de valsa os medos de se amar e se envolver são expostos de forma forte, contundente. Fecha com chave de ouro o álbum!



Em suma, o álbum é muito bom. Mas chega perto dos grandes sucessos que já foram produzidos e lançados por Ana Carolina, mas cumpre sua função de inovar, de trazer para a atualidade dos meios de comunicação a música, sempre linda e perfeita, dessa grande artista completa, que é Ana Carolina!

Confira, portanto, Luz Acesa, a música que mais gostei de #AC.



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Ana Carolina: Simplesmente Aconteceu

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

ANA CAROLINA: SIMPLESMENTE ACONTECEU



O dia era 28 de março de 2011. Saí de Governador Valadares com destino à capital mineira, Belo Horizonte, para realização de um sonho: assistir a apresentação do novo show da cantora Ana Carolina, ‘Ensaio de Cores, no Palácio das Artes. Com o ingresso – adquirido com muita antecedência – em mãos, a ansiedade tomou conta enquanto esperava pelo inicio da apresentação, ao passear pelo hall do Palácio, admirando as telas pintadas por ela e expostas ao público.

Ana Carolina, em telas, é ainda mais fenomenal. Dizem que quem é artista passeia por várias artes. E isso se comprovou. A mistura de música e arte, com fins sociais – parte da arrecadação da venda dos quadros é revertida para uma associação de que trata de juvenis diabéticos – só fez crescer ainda mais a admiração pela artista completa que é.

As músicas são retratadas por telas. Tudo começou, segundo entrevistas com a própria cantora, de forma despretensiosa em 2002, ainda durante o álbum Estampado. E o gosto pela nova manifestação de arte foi tomando maiores proporções. 


'Esta tela é a Vox Populi, foi feita num final de semana de chuva e frio em novembro de 2004. Quando conclui a tela, percebi que a canção era Vox Populi porque a imagem me sugeria uma multidão vista do alto'.


Continuando a maratona de meu dia de fã em busca de seu artista, corri para a platéia e fiquei ansioso esperando o início da apresentação. E começou diferentemente logo de cara: no palco somente mulheres. A percursionista Lan Lan, a pianista Délia Fischer, a violoncelista Gretel Paganini, e ela, a grande aguardada da noite: Ana Carolina, linda como sempre, com seus cabelos longos e castanhos e seu manequim preto básico!


Confesso que a emoção foi demais. Arrepiante. Emocionante. Em meio aos gritos soltos por fãs mais histéricas que eu, a apresentação do Show “Ensaio de Cores” tinha começado. E eu ali, de pé com máquina fotográfica e celulares preparados para registrar tudo que aconteceria por lá em mãos. O repertório apresentado foi semelhante à ordem em que as músicas se apresentam no álbum, lançado agora em novembro – e que comprei logo no primeiro dia de venda, sabe como é, coisa de fã assumido!

‘Rei das Cores’ a primeira faixa apresenta a proposta do novo trabalho: ser marcado pela mistura das artes, na leveza da voz firme e típica de Ana Carolina. A demonstração das cores e a predileção destas para diversos momentos, num jogo com as palavras que levou a platéia ao delírio.

As telas e elas’ é a sensualidade de um amor, fruto de uma admiração com uma bela mulher. Uma relação de beleza que arremata o coração, que mexe com as cores do coração, amolecendo-o. Avassalador. Suavizador das relações amorosas que se vêem muitíssimas bem retratadas nesse quadro, pintado pela música.

‘Alguém Me Disse’ é uma daquelas canções de se cantar com a mesma força com a qual um (a) alguém um disse cortou o nosso coração! É uma declaração pelo avesso. É dizer a certeza que se carrega consigo mesmo que o amor dado – e desprezado – sempre será maior que qualquer outro amor que se consiga conhecer. É uma canção de cantar com convicção. Faz bem à alma ferida. E Ana Carolina - por ser uma artista completa – faz uso de seus tons agudos para ratificar a beleza dessa música, muito bem pintada com cores fortes.

‘Você não sabe’ dá continuação a essa relação desfeita. É o fora que a pessoa dá, com elegância e charme, para alguém que um dia passou pela nossa vida e não fez jus, e hoje lamenta pela oportunidade perdida. Você não sabe com quem está falando... É a conclusão por cima. É a recuperação do amor próprio. Recomendadíssima para fins de relacionamentos, onde só se agradece pelo fim.

‘Carvão’ é a primeira das regravações de sucessos já produzidos e reapresentados no álbum. E eu sou suspeito pra comentar qualquer coisa sobre essa música em especial. Para mim é A MELHOR MUSICA DE TODOS OS ALBUNS DE ANA CAROLINA. Ela desnuda totalmente a alma de um amante desprezado, que teve seu coração transformado num carvão após o fogo de uma grande paixão. 

E nessa hora não agüentei. Foi meu ápice de fã face àquela que canta tudo em minha vida. Que melhor pinta na arte de cantar tudo o que já se viveu, já se chorou, já se alegrou, nesse processo de se transformar em carvão e de si reencontrar. Pra se ter noção de como foi isso, assista ao vídeo (e perdoe-me pela voz ao cantar junto, a música não é meu forte).




‘Todas Juntas Num Só Ser’ é a música do recomeço, do renovo. É pra quando se está pronto e se encontrar um novo amor. É de se cantar juntinho, ao pé de ouvido: mais que tudo e todas, é só você, hoje quero só você, que é todas elas juntas num só ser. Um rit alto-astral e que pega...

‘Azul’ é a cor do amor. Se vem de Deus ou dos olhos de quem se ama, pouco importa. Amar é ver tudo azulzinho. E alguém diz que não? O instrumental da guitarra de Ana Carolina é destaque nessa faixa.

‘O Violão’ traz a suavidade da voz de Ana Carolina com a beleza de uma letra. A compreensão de que o violão e seu som é a representação de uma arte, bela, delicada, frágil como um corpo de mulher, nua.




‘Feriado / O Amor é um Rock / Entre Tapas e Beijos’
traz a sagacidade de Ana Carolina, com a exposição da relação bissexual, de forma musical interessantíssima. A gravação do sucesso sertaneja, na versão feminina de Ana é o diferencial.

‘Pra tomar três’ usa e abusa das palavras pra fazer marcante a música. Sensacional. Em breve será o melô dos que gosta de tomar uma, uma não, três! rs.

‘Simplesmente Aconteceu’ é a música melodrama mais linda do álbum. Não foi apresentada no show em Belo Horizonte. Somente fui conhecê-la a partir do próprio álbum. É a representação do que acontece quando o amor aparece: não há explicações. E muito menos quando ele não dá certo. Amar é se permitir, pro bom e pro ruim. Isso tudo simplesmente acontece... Como lidar com a volta à solidão? Ouvindo essa música milhões de vezes, deve ajudar!

‘Claridade / Só Fala em Mim / Pra Rua Me Levar’ é um pot-pourri desses três grandes sucessos. É momento de sobriedade com nostalgia. Lembra-se de amores passados trazendo a claridade necessária da vida, até mesmo para seguir em frente. A vida é isso! Ana Carolina acaricia as cores das memórias de amores passados e gravados nas telas de corações que outrora foram apaixonados, afinal, recordar é viver!

‘Força Estranha’ é a regravação do sucesso de Roberto Carlos para um musical em 2010 onde várias cantoras apresentavam suas versões de grandes sucessos do cantor. Ana Carolina, especificamente, foi exuberante. Sua voz forte, com o agudo peculiar à sua voz, deu outra pegada para a música. Inesquecível.




‘Stereo’
é de autoria de Preta Gil, genial na voz de Ana. É a manifestação da bissexualidade, do lance do despertar e do corresponder, não correspondendo, mistérios alheios, proibidos. A exemplo da música anterior, não foi apresentada no show em que fui ao Palácio das Artes.

‘Problemas’ é a última faixa do álbum e foi acrescentada já na finalização do produto, porque a música embala um casal da novela Fina Estampa. Representa as indagações de justificativas para um possível fim de um relacionamento e a declaração de amor para que o mesmo permaneça. É daquelas canções que se popularizaram pela trilha sonora de telenovelas, fazendo jus, pela beleza de letra e de apresentação. Ana Carolina mais uma vez compôs o que de fato passa em corações apaixonados, que superam quaisquer problemas, em nome desse amor.



Acabado o show fui embora com a sensação de que valera a pena as horas e mais horas de viagem para assistir aquela apresentação. E feliz por ter, em duas horas, estado tão perto e ouvido ao vivo, a bela voz de quem pinta nas letras de suas músicas, muitos de meus sentimentos, de meus amores e desamores. O sonho de um dia de fã tinha se concretizado, e tudo tinha sido muito marcante. E marcou mesmo, a ponto de se tornar inesquecível. Simplesmente Aconteceu... e torcendo para que aconteça novamente!

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Ana Carolina - Álbum #AC: Vem transformar minha vida

domingo, 18 de outubro de 2009

EM RUAS DE OUTONO...



Nas ruas de outono
Os meus passos vão ficar
E todo abandono que eu sentia vai passar
As folhas pelo chão
Que um dia o vento vai levar
Meus olhos só verão que tudo poderá mudar


Eu voltei por entre as flores da estrada
Pra dizer que sem você não há mais nada
Quero ter você bem mais que perto
Com você eu sinto o céu aberto


Daria pra escrever um livro
Se eu fosse contar
Tudo que passei antes de te encontrar
Pego sua mão e peço pra me escutar
Seu olhar me diz que você quer me acompanhar


Eu voltei por entre as flores da estrada
Pra dizer que sem você não há mais nada
Quero ter você bem mais que perto
Com você eu sinto o céu aberto
Quero ter você bem mais que perto
Com você eu sinto o céu aberto...




Ontem Deus se personificou e me disse que quer me acompanhar...

Que tal fazer dessa música a minha resposta pra Ele?

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

E O POVO FALA, O POVO FALA MESMO!


Basta acontecer algo anormal para as línguas maldosas ficarem todas eufóricas para comentar, e em questão de segundos, a notícia, às vezes até irrelevante, espalha-se à quatro cantos, toda contorcida, aumentada, e quem sabe, até mesmo totalmente alterada.

Hoje é assim: se te vêem na companhia de uma moça, é sua namorada. Se te vêem na companhia de um rapaz, duvidam da sua sexualidade. Se te vêem num bar tomando guaraná, a notícia é que você quer superar a fama do Zeca Pagodinho. Se você passa na rua onde há uma boate, você fez até strep tease por lá. Se alguém da sua empresa ou repartição é detido para prestar esclarecimentos sobre qualquer investigação, você já foi julgado e condenado como um marginal, ladrão, assassino e outros adjetivos carinhosos. Se você engorda, você é folgado. Se você emagrece, está com câncer. Se você anda de carro popular, é pra disfarçar. Se você anda com o carro da moda, deve está aprontando. Se a moça engorda, embuchou. se emagreceu, é porque levou um pé na bunda. Se está desempregado, é porque não procura emprego. Se está trabalhando, o salário é pouco e a empresa não te valoriza. Se é educado, é um besta. Se é grosso, é um cavalo.

Se a crença comum de que a vox populi é vox dei for verdadeira, algo lá por cima ou por aqui mesmo, está descontrolado, fora do seu devido local. O povo parece ter um prazer quase hedonista, quase um orgasmo sexual, em detonar a vida alheia, em fazer da vida das pessoas uma calamidade. A língua coça, o veneno escorre pela boca e queixo a fora. Veja por exemplo o que se tornou o mundo das ‘celebridades’, é algo bilionário. Nunca se gostou tanto em falar da vida alheia!

Caso mais recente: Susana Vieira. Casou-se com militar metido a performista de primeira qualidade em quadra de escola de samba. Levou um chifre, pagou a conta do motel destruído, mesmo assim perdoou o marido, mas brigou denovo, se separou novamente. Ele, sem dinheiro e a fama que a senhorinha folgosa lhe proporcionava, foi pra televisão reclamar da atriz juntamente com a amante. Seu final: morreu entupido de drogas na garagem de um condomínio de luxo. A atriz selerepe com seus mais de 60 anos de idade, se diz gostosona, pronta pra outra, mas admite que ter medo de encontrar outro marginal. Coitada, tão inocente! Pergunto: e eu com isso? Sou filho, neto, bisneto, sobrinho, empregado, o escambau a quatro, alguma coisa dessa senhora saliente? Pra quê preciso saber disto? O que me acrescenta saber e acompanhar na TV todos os últimos acontecimentos de sua vida particular? Parece que saber e divulgar todos os detalhes das desgraças alheias é uma espécie de fortificante para alguns que, provavelmente, às escondidas, cometem coisas que podem ser consideradas muito piores do que as que se tornaram públicas, com a desgraça alheia divulgada pela mídia.

Você quer deixar um fofoqueiro frustrado? Fique em silêncio diante de suas perguntas, isso lhe impõe respeito perante o fofoqueiro. Ele irá se acalmar. Mas o verdadeiro fofoqueiro, este, não sossega até conseguir alguma informação, algo ‘bafão’, e quando obtém êxito fica todo excitado. Tem assunto para render, para meter a lenha por dias.

Sábio foi o autor de Eclesiastes que no capítulo 27 escreveu: “Na companhia dos tolos, guarda tuas palavras para outra ocasião. Sê de preferência assíduo junto às pessoas ponderadas” (v. 13). O problema do fofoqueiro é que ele não se dá conta de sua tolice, de sua baixeza, de sua mesquinhez, de sua futilidade.

Andar junto às pessoas ponderadas é o melhor caminho para não se contaminar com os venenos dos tolos fofoqueiros e para poder ser você mesmo em qualquer ocasião. Caso contrário, lembre-se da canção: “o povo fala, o povo fala mesmo...”

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

NO ESPELHO DA ILUSÃO

Ana Carolina - Carvão

Surgiu como um clarão
Um raio me cortando a escuridão
E veio me puxando pela mão
Por onde não imaginei seguir
Me fez sentir tão bem, como ninguém
E eu fui me enganando sem sentir
E fui abrindo portas sem sair
Sonhando às cegas, sem dormir
Não sei quem é você

O amor em seu carvão
Foi me queimando em brasa num colchão
E me partiu em tantas pelo chão
Me colocou diante de um leão
O amor me consumiu, depois sumiu
E eu até perguntei, mas ninguém viu
E fui fechando o rosto sem sentir
E mesmo atenta, sem me distrair
Não sei quem é você

No espelho da ilusão
Se retocou pra outra traição
Tentou abrir as flores do perdão
Mas bati minha raiva no portão
E não mais me procure sem razão
Me deixa aqui e solta a minha mão
Eu fui fechando o tempo, sem chover
Fui fechando os meus olhos, pra esquecer
Quem é você?
Quem é você?
Quem é você?
Você...

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

EU PENSEI QUE FOSSE FORTE

Em alguns momentos da vida é necessário parar para pensar, para analisar o que temos feito, principalmente conosco mesmo, e com nossos sentimentos e desejos. Quando não fazemos isto, é porque pensamos que somos fortes o suficiente a ponto de vencer dificuldades, traumas e obstáculos insuperavéis, imperdoavéis e inalcançavéis.

Quando páro para pensar, para chorar ou mesmo para comemorar qualquer coisa, gosto de ouvir músicas. Tenho a cada dia me encantado com a beleza das músicas da cantora mineira Ana Carolina. Uma grande artista, completa, que entoa canções melodramáticas e que me marca profundamente, me faz recordar de momentos inesquecíveis. Ela merece uma postagem exclusiva. Espero um dia poder fazer isto aquilo. Ana Carolina foi minha psicóloga em 2008 quando conheci os corredores da minha vida, enquanto eu pensava que fosse forte. Mas eu não era. E ainda não sou.

Hoje recordo-me de momentos vividos, de sentimentos marcantes e atitudes decisivas que tomei na vida. Lembrei-me de "Eu não paro", de Ana Carolina. Sábios conselhos que tenho procurado segui-los. Deixo-os pelo resto da semana com a bela letra desta canção.


EU NÃO PARO - Ana Carolina
Letra de: Ana Carolina, Dudu Falcão e Lula Queiroga

Quando eu vou parar e olhar pra mim?
Ficar de fora
E olhar por dentro
Se eu não consigo
Organizar minhas idéias
Se eu não posso
Se eu esqueço de mim?

Eu pensei que fosse forte
Mas eu não sou

Quando eu vou parar pra ser feliz?
Que hora?
Se não dá tempo
Se eu não me encontro
Nos lugares onde eu ando
Nem me conheço
Viro o avesso de mim

Se eu não sei o que é sonhar
Faz tanto tempo
Tanto mar
E o meu lugar
É aqui!

Uma rua atravessada em meu caminho
Nos meus olhos
Mil faróis
Preciso aprender a andar sozinho
Pra ouvir minha própria voz
Quem sabe assim
Eu paro pra pensar em mim?
Quem sabe assim
Eu paro pra pensar em mim?