
Tudo bem que mesmo rejeitado, Chico Anysio é um dos poucos profissionais que podem ficar na 'geladeira' e ainda receber seus milhares de reais por mês. Nas atuais circunstâncias, onde a crise econômica faz com que muitos sejam demitidos, ele recebe para não trabalhar, nem na sua empresa, nem em outra. Isto significa que, por um lado, seu talento e força ativa de trabalho já não se enquadra no que procuram na sua empresa, mas por outro lado, não querem pagar o preço de vê-lo em outro lugar, talvez recebendo até mais, ou quem sabe menos, mais atuando, sentindo-se útil, vivo, produtivo.
Descrevo esta situação para dizer que como as empresas usam-nos, enquanto acham que somos produtivos, explorando nossa força laborativa, assim somos nós, muitas vezes, em nossos relacionamentos. Usamos e abusamos das pessoas enquanto nos são utéis. Após isto, descartá-los é a atitude mais fácil de se fazer. É fácil ser amigo das pessoas enquanto estas são valorizadas pelo contexto sócio-econômico em que se encontram. O problema é demonstrar amizade, respeito e carinho quando estas erram, quando entram por caminhos que não consideramos, em nossa formação, éticos e morais.
Que paremos de jogar pessoas fora no lixo, pelo contrário, somente por assim sê-las já são dignas de nosso respeito, no mínimo. Fica a responsabilidade de repensarmos nossos sentimentos e atitudes, porque estas últimas são reflexos dos primeiros.
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